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16 Outubro 2016

ÁGUAS MEXIDAS

numa viagem por dentro de um profundo azul cobalto...

Sob o comissariado expositivo de Hugo Luz, Bela Silva criou para esta mostra um conjunto do obras inéditas,  composta por peças em faiança decorativa e utilitária, que nos desafiam a mergulhar num magnético azul cobalto, repleto de animais imaginários, aves de países longínquos que se cruzam com potes e ânforas resgatados do fundo do mar.

O conhecido imaginário da autora, também actualmente presente em outras exposições em Lisboa, como a "Desorient Express" no Museu do Oriente ou a "Linhas do Tempo" na Fundação Gulbenkian, estabelece percursos e pontes entre o Oriente e o Ocidente, "...procura unir contrários, avessos, distâncias, fazendo do longe perto, como quem conta uma história que nos leva a sonhar e a juntar pedaços soltos do Mundo..."

A nós atrai-nos imediatamente nesta exposição a ligação com as louças de Cantão, ou as das Companhia das Índias, mas revistas sob um inequívoco olhar contemporâneo, onde o traço solto e livre de Bela Silva desenha formas e figuras como quem agita águas com um simples galho.

Em "Águas Mexidas", Bela Silva guia-nos numa viagem onde gestos descobrem e redescobrem elementos, fragmentos, memórias, histórias vividas e por viver.